Eventos online oferecem programas a diversos públicos

Com a inviabilidade de realizar eventos presenciais, alguns projetos da UFRRJ foram adaptados para a forma online e outros foram criados para trazer uma forma prática de aprender durante a quarentena.

 

Nos últimos meses, a palavra “live” se tornou corriqueira em nosso vocabulário cotidiano. O termo em inglês para “ao vivo”, transmissão de programação em tempo real, virou sinônimo de exibição de shows de música a palestras na internet. Assistir a uma live pode ser tanto para se divertir quanto para aprender um novo assunto.

Para estudantes e professores, este tipo de evento proporciona debates interdisciplinares, com temas além da sala de aula. Por terem linguagem acessível, também abrem espaço ao público externo à universidade.

Várias conferências de projetos da Rural receberam participantes de outros estados, como registrado pelo Centro de Estudos Avançados (CEA), vinculado à Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação. Em suas atividades online, o Centro contou com presença de turmas de outras universidades. Além de atingir pessoas de lugares que não teriam acesso fácil àquela palestra de forma presencial, o público alcançado também aumentou. Palestras que normalmente teriam uma plateia de cerca de 50 pessoas estão conseguindo mais de 100 acessos simultâneos durante as lives.

 

O diretor do CEA, professor Sérgio Pereira Leite, Departamento de Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (DDAS/ICHS), diz que a intenção do “Debates CEA” é contribuir para um diálogo aberto e plural sobre questões importantes à sociedade de forma geral e ao meio acadêmico. Ele acredita que assim, o CEA esteja contribuindo na formação dos estudantes

Oficinas do CAC

 

Outro projeto da UFRRJ que está produzindo eventos online é o Centro de Arte e Cultura (CAC), vinculado à Pró-Reitoria de Extensão, que oferece à comunidade oficinas de música, desenho, bordado, dança, entre outras. Com a necessidade do isolamento, os instrutores se adaptaram e estão realizando videoaulas na rede social Instagram. O coordenador do CAC, Matheus Sousa, afirma que a produção desse tipo de conteúdo alcança pessoas que não conheciam o Centro e que agora estão interessadas em participar também das oficinas presenciais, quando tudo se normalizar.

Segundo Matheus Sousa, apesar do momento conturbado, os oficineiros aprenderam a trabalhar com as plataformas digitais e estão interessados em continuar elaborando esse tipo de conteúdo, mesmo com a volta das aulas presenciais, como forma de complementar o aprendizado dos alunos do CAC.

Além dos eventos organizados pelas unidades acadêmicas, algumas iniciativas são feitas pelos próprios estudantes da Rural, como é o caso do projeto “História vista pela janela”, realizado todas as terças e quintas de junho. Uma das organizadoras, a aluna Laura Bastos conta que o projeto foi uma forma de substituir o que viria a ser a IX Semana Acadêmica de História.

“Um evento organizado exclusivamente de alunos para alunos expressa quais são os nossos interesses, o que queremos assistir e como queremos consumir esse conteúdo. E antes de tudo, mostrar que a produção acadêmica não parou durante a quarentena”, comentou Laura.

 

Estudantes on e offline

Os eventos online, como os presenciais, apresentam limitações. Apesar dos debates virtuais terem suas vantagens, encontram desafios, entre eles, a má conexão de internet que alguns palestrantes enfrentam e que por vezes atrapalha o desenrolar das conversas. Outra dificuldade é a falta de conhecimento sobre o funcionamento das plataformas para transmissão das lives.

De acordo com o levantamento sobre o uso de tecnologias digitais, realizado em maio pela UFRRJ, parte dos estudantes não tem acesso a internet e consequentemente a esse tipo de conteúdo. Eventos ao vivo, apesar de atingirem pessoas de fora da Universidade, podem não ser acessíveis a quem normalmente participaria presencialmente.

Para Samuel Chaves, aluno do quinto período de História, os debates são de extrema importância, principalmente no momento em que estamos vivendo, quando muitos se sentem desestimulados a buscar materiais sobre suas áreas de conhecimento. A forma dinâmica como os temas são discutidos é o que mais o atrai a participar dos debates, além de serem abordados assuntos que não fazem parte do currículo acadêmico de seu curso. Segundo ele, as rodas de conversas ajudam também os estudantes que estão indecisos sobre que tema abordar em seus trabalhos de conclusão de curso.

Fernando Duarte é aluno do sexto período de História e acompanha o projeto “História Vista Pela Janela” além de palestras indicadas pelos professores do curso. Segundo o discente, os conteúdos discutidos pelo projeto não seriam vistos em sala de aula, o que incrementa seu aprendizado. Além disso, o discurso simples que os debates online oferece faz com que seja muito mais dinâmico estudar em um momento em que ele não se sente motivado.

Não são todos os cursos da UFRRJ que estão produzindo eventos online durante esse período e os alunos entrevistados consideram interessante que esses tipos de debate se estendessem para outras áreas de conhecimento.

Apesar do momento difícil, aproveitar as lives para conhecer áreas novas e continuar aprendendo é uma boa forma de ocupar a mente, mas também de agregar formação acadêmica. Além de oferecerem discussões necessárias, eventos também dispõem de certificados, que podem ser registrados como atividade complementar nos currículos da graduação.

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História vista pela janela: @historiavistapelajanela

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Texto: Roberto Jones – bolsista de Jornalismo de Coordenadoria de Comunicação Social – com a supervisão de Michelle Carneiro/CCS

Imagens: Divulgação e Freepik

 


Postado em 07/07/2020 - 15:05
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